Espaço de Aprendizagem Kids Woche (41)987585862 Psicopedagogia
Transtorno do déficit de atenção/ Hiperatividade
TDA/H refere-se a uma síndrome chamada de Transtorno do Déficit de
Atenção / com Hiperatividade, e é caracterizada por fatores como ansiedade
excessiva, distração, impulsividade, esquecimento e, em alguns casos, até hiperatividade.
A tarefa de conviver e dividir o mesmo espaço com pessoas portadores do
TDA/H é desafiadora.
Mas como toda doença, quando tratada de forma correta pode ser uma
excelente ferramenta de aprendizado e desenvolvimento positivo para toda
família.
Os sintomas da síndrome variam muito, mas no geral incluem:
·
Ansiedade
·
Esquecimento
·
Baixa autoestima
·
Dificuldades sérias de concentração
·
Problemas no controle da raiva
·
Impulsividade
·
Mudanças repentinas de humor
·
Sérios problemas e dificuldades de
relacionamento
Viver com uma pessoa com TDAH é como caminhar num campo minado, você
nunca sabe o que deve esperar.
Eles sofrem muito com isso, e a vida se torna muito mais difícil para
eles do que para a maioria das pessoas. Tudo dentro deles é intenso e ampliado,
suas mentes estão em constante atividade.
A melhor maneira de conviver com pessoas portadoras de TDAH é
desenvolver uma nova visão a respeito do problema.
É preciso entrar neste universo e entender o que elas sentem, desenvolver
mais paciência com as dificuldades, ser mais tolerante, compassivo e amoroso.
Desta forma as chances de desenvolver um relacionamento mais agradável,
pacífico e feliz serão muito maiores.
Mostraremos 10 pontos para um entendimento mais completo TDAH:
1. O cérebro do TDAH não para, sua mente é extremamente ativa. Não existem
freios ou formas de trazê-lo para um descanso. É preciso aprender a
organizar esta situação.
2. Eles escutam o que você diz, mas muitas vezes não conseguem absorver o
que está sendo passado.
3. Eles tem muita dificuldade em manter a atenção e o foco em algo, por
isso desenvolver e permanecer em uma atividade é extremamente complicado.
4. Eles ficam facilmente ansiosos e são sensíveis a tudo que está
acontecendo ao seu redor, barulhos, movimentos bruscos, etc.
5. Se estão preocupados com algo ou chateados, os portadores do DDA não
conseguem pensar em mais nada. Isso faz com que a concentração no trabalho,
conversas e situações sociais torne-se uma tarefa quase impossível.
6. Os portadores de TDAH possuem profunda dificuldade em controlar suas
emoções e reações diante de um fato. Muitas vezes, respondem impulsivamente e
depois acabam se arrependendo.
7. Pessoa com TDAH são profundamente intuitivas e enxergam além das
limitações da matéria. É justamente este traço da síndrome que transforma
pessoas criativas e sensíveis em grandes gênios da humanidade.
8. Eles pensam fora da caixinha. Os portadores de TDAH pensam de forma
diferente da maioria das pessoas, possuem pensamentos abstratos e muitas vezes
conseguem enxergar soluções inusitadas.
9. Eles são impacientes, inquietos e ficam facilmente irritados. Sentem
necessidade de estar em constante movimento, balançando as pernas, mexendo no
cabelo, etc.
10. Como em suas mentes e no coração tudo é ampliado, quando um TDAH realiza
uma tarefa ou atividade que gosta, ele faz aquilo com alma e coração. Eles dão
o seu melhor e mergulham de cabeça da situação.
Fontes: lifehack.org, pixabay.com,
Via: Awebic
Cartilha da Inclusão Escolar
A Cartilha da Inclusão Escolar é um trabalho de muitas mãos, realizado pela Comunidade Aprender Criança e lançada no Congresso Aprender Criança, que ocorreu de 15 a 17 de Agosto de 2014, em Ribeirão Preto. (p. 13)Dislexia Distúrbios Específicos de Aprendizagem
Distúrbios Específicos de Aprendizagem Dislexia
A escola e o professor devem
proporcionar à comunidade escolar atividades de
conscientização sobre Dislexia. Aulas, debates e
vídeos são algumas das estratégias úteis para ampliar os
conhecimentos a respeito do assunto.
A escola precisa assegurar a
comunicação permanente com os profissionais que atendem o
aluno para definir os comprometimentos presentes no seu aluno
com Dislexia e quais as melhores medidas de suporte
escolar que se aplicam ao caso. Isso permitirá estimular em
sala de aula aspectos trabalhados na clínica, tornando o processo
interventivo integrado e muito mais eficaz. O professor deve
colocar o aluno para sentar-se próximo a sua mesa e à lousa já que
frequentemente acaba se distraindo com facilidade em
decorrência de suas dificuldades e/ou
desinteresse. Essa medida tende a favorecer também o diálogo,
orientação e acompanhamento das atividades, além de
fortalecer o vínculo afetivo entre eles. O professor deve prover
estimulação de competências metalinguísticas (consciência
fonológica, consciência sintática, consciência morfológica e
consciência metatextual) em crianças com atraso na
aquisição e desenvolvimento da linguagem oral, de
risco para Dislexia, desde a Educação Infantil até o 1º
ciclo do Ensino Fundamental para desenvolver
habilidades necessárias ao adequado aprendizado da leitura e
escrita.
.>>>>>>>>>>>>>
Apresentação das informações:
• O professor deve dar informações
curtas e espaçadas, pois
alunos com Dislexia frequentemente apresentam
dificuldades para guardar (reter) informações mais longas, o que prejudica a compreensão
das tarefas. A linguagem também deve ser direta e
objetiva, evitando colocações simbólicas, sofisticadas ou metafóricas.
das tarefas. A linguagem também deve ser direta e
objetiva, evitando colocações simbólicas, sofisticadas ou metafóricas.
• O aluno com Dislexia tende a lidar
melhor com as partes do
que com o todo (“ver a árvore, mas não conseguir
ver a floresta”), portanto, deve ser auxiliado na dedução dos conceitos.
• O professor deve utilizar elementos
visuais (figuras, gráficos,
vídeos, etc.) e táteis (como por exemplo, a utilização de alfabeto móvel,
massinha, e outros para
que a entrada das informações possa ser beneficiada
por outras vias sensoriais. Dessa forma, principalmente
no período de alfabetização, o aluno pode
compreender melhor a relação letra-som.
• As aulas devem ser segmentadas com
intervalos para
exposição, discussão, síntese e/ou jogo pedagógico.
• É equivocado
insistir em exercícios de fixação, repetitivos e numerosos, isto não diminui a dificuldade dos alunos com Dislexia.
• O professor deve verificar sempre (e
discretamente) se o aluno
está demonstrando entender a explicação e
se suas anotações estão corretas. Dê tempo suficiente para anotar as informações da lousa antes
de apagá-las. As atividades em
sala de aula e tarefas de casa do
aluno com Dislexia devem atender aos seguintes princípios:
• Professores de Educação Infantil
devem desenvolver estratégias para estimulação de habilidades fonológicas
(por exemplo, rima e aliteração)
e auditivas (por exemplo,
as crianças discriminarem sons fortes de
sons fracos, altos e baixos, longos e curtos). Devem ser estimuladas as recontagens de
histórias na oralidade, a
fim de promover a organização temporal, coerência e planejamento da criança. Vale
lembrar que as atividades
devem ser sistematizadas, organizadas em graus
de complexidade, conforme a idade e escolaridade. Assim, o professor pode promover, por
exemplo, 20 minutos
diários destas atividades estruturadas como
uma forma de intervenção preventiva para todo
os alunos, beneficiando, sobretudo, aqueles com sinais de risco para Dislexia.
• O professor pode dar algumas
atividades já prontas
para que o aluno tenha o
material em seu caderno e
não perca tempo maior que os outros para copiar
textos. " Levar em consideração que a velocidade
da escrita do
aluno com Dislexia é mais lenta em razão de dificuldades de orientação e
mapeamento espacial, entre outras razões." Sempre que necessário, permitir o uso
de tabuadas material
dourado e ábaco nas séries iniciais, e o nas
séries mais avançadas.
• Fornecer dicas, atalhos, regras
mnemônicas e associações ajudam
o aluno a lembrar-se das informações, executar
atividades e resolver problemas.
• Como opção para atividades de
aprendizado complementar além da leitura, indicar filmes, documentários, peças
de teatro, visita a museus, quadrinhos e, sobretudo, recursos digitais. As
avaliações do aluno com Dislexia devem
atender aos seguintes princípios:
• O professor deve priorizar o
progresso individual do
aluno com Dislexia, tendo por base um Plano Educacional Individualizado e a valorização de aspectos
qualitativos ao invés de
quantitativos.
• É recomendado que ao invés de poucas
avaliações cobrando um
grande conteúdo de informações, seja
realizado maior número de avaliações com menor
conteúdo de informações (segmentação).
• Dependendo de consenso com o aluno e
seus pais, as avaliações
podem ser realizadas junto à turma ou
em separado. Quando em separado pode facilitar o
aluno cuja leitura em voz alta auxilia
sua compreensão. No
entanto, lembrar que em alguns casos, essa providência pode criar estigmas. Quando junto à
turma
recomenda-se que seja feita em dois
tempos. Num primeiro momento,
antes de iniciar, o professor deve ler a prova
para todos os alunos, certificar-se de que o aluno disléxico compreendeu as questões e
oferecer assistência frequente
a ele. Em um segundo momento, em separado
da turma, o professor deve corrigir a prova individualmente com o aluno, permitindo que responda
oralmente as questões erradas.
Mas é considerável a necessidade
desse aluno fazer prova oral ou atividade que
utilize diferentes expressões e linguagens.
• Personalizar a avaliação com
recursos gráficos que substituam palavras e textos auxilia muito o aluno com
Dislexia. Avaliações que contenham exclusivamente textos, sobretudo textos
longos, devem ser evitadas nesses alunos.
• Disponibilizar maior tempo para as
avaliações conforme a
necessidade do aluno nas habilidades de leitura
e escrita.
• Facilitar a compreensão dos
enunciados utilizando um
menor número de palavras sem necessariamente comprometer o conteúdo.
• Ao empregar questões de
falso-verdadeiro evitar o
uso da negativa e expressões absolutas, e construir as afirmações com bastante clareza e
que incluam somente uma
ideia em cada afirmação.
• Empregar questões de associações
apenas de um único
assunto em cada questão e redigir cuidadosamente os itens para que o aluno não se atrapalhe com os mesmos.
• Ao empregar questões de lacuna: usar
no máximo uma em cada
sentença; que a lacuna corresponda à
palavra ou expressão significativa de um conceito primário e não a detalhes secundários;
e conservar a terminologia
usada no livro ou em aula.
• Ao fazer correções ortográficas na
produção da criança,
pondere. Uma sugestão é fazer um acordo prévio das regras ortográficas que serão priorizadas (a cada
mês, por exemplo),
reconsiderando erros menos relevantes.
• Não faça anotações na folha da
prova, sobretudo que
façam referência a juízo de valor.
• O aluno com Dislexia tem dificuldade
para reconhecer e
orientar-se no espaço visual. Dessa forma, observar as direções da escrita (da esquerda
para a direita e de cima
para baixo) em todo o corpo da avaliação. Autoconceito,
vida emocional e social:
• O professor deve tratar o aluno
disléxico com naturalidade,
com incentivo, valorizando seus acertos e
estimulando sua perseverança e autoestima.
• Cuidar para não expor esse aluno
perante seus colegas em
virtude de suas dificuldades, sobretudo de ler ou escrever em público.
• Cuidar para que ele se integre na
comunidade escolar não
deixando que sua inaptidão para determinadas atividades escolares (provas em dupla, trabalhos em grupo, etc.) possa levar seus
colegas a rejeitá-lo nessas ocasiões. O aluno com
Dislexia já tem dificuldades para automatizar o código linguístico da sua própria Língua e
isso se acentua em relação à Língua Estrangeira.
Uma flexibilização curricular ou eventual dispensa da disciplina devem ser discutidos com o aluno e seus pais para evitar prejuízos em sua autoestima e evolução. Não há receita para trabalhar com alunos com Dislexia. O professor deve ter em mente que o planejamento deve ser individual, pois cada aluno terá necessidades distintas. De suma importância nesse processo é compartilhar com a criança como serão conduzidas as atividades, isso a tornará mais segura em sala de aula e nas avaliações, melhorando seu desempenho e relação com os colegas.
Você sabia que a maior queixa em Saúde Mental na infância, refere-se na verdade a problemas na aprendizagem?
Você sabia que a maior queixa em Saúde Mental na infância, refere-se na verdade a problemas na aprendizagem?
ABPp apoia a campanha Janeiro Branco, ação que merece muita atenção dos especialistas em Psicopedagogia.
A campanha Janeiro Branco objetiva mobilizar a sociedade em favor dos cuidados com Saúde Mental, mudando a compreensão leiga, cercada de tabus sobre o tema e promovendo maior entendimento da importancia da Psicopedagogia e da Educação na promoção da Saúde Mental de cada criança , jovem e adulto e especialmente dos profissionais que trabalham na área.
Acesse e cadastre-se no nosso site:www.abpp.com.br
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A campanha Janeiro Branco objetiva mobilizar a sociedade em favor dos cuidados com Saúde Mental, mudando a compreensão leiga, cercada de tabus sobre o tema e promovendo maior entendimento da importancia da Psicopedagogia e da Educação na promoção da Saúde Mental de cada criança , jovem e adulto e especialmente dos profissionais que trabalham na área.
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